20.4.11

ARROZ CARRETEIRO E AS PORCARIAS DA FUNAI - publicado em 16 de outubro de 2008



"Em se plantando tudo dá", assim se expressou Vaz de Caminha na primeira carta mentirosa que saiu do Brasil.

A corrupção que hoje assola o País, principalmente no meio Governista e Político alcança dimensões que estão levando os Produtores Rurais para o confronto.
A ausência de Política Agrícola, as mentiras nas CPIs, o desrespeito à Constituição e agora com as Porcarias ( com mesmo ) emitidas pela Fundação Nacional do Índio, que nem faz parte do primeiro escalão do executivo nacional começam a movimentar a Sociedade Sulmatogrossense.
Solidarizando-se com os Produtores de Alimentos do Município de Miranda, representações de dezoito Sindicatos Rurais do MS filiados à FAMASUL, a ACRISUL e MNP nesta segunda feira de trabalho dirigiram-se até ao Pantanal.
Concentrados na entrada da cidade, na Sede da Associação Rural do Vale do Rio Miranda, milhares de Trabalhadores Rurais da Região uniram-se aos produtores de diversos Municípios do Centro Sul do Estado.
As mulheres foram maioria, inúmeros casais estavam juntos, e com esse destaque demonstraram a real situação da calamidade social e econômica que as Ações da FUNAI estão promovendo.
Os Presidentes do MNP e do SR de Miranda anunciaram a passeata das BANDEIRAS BRANCAS simbolizando a PAZ.
O produtor pantaneiro e engenheiro Medeiros ( que não era o Byron ) tomando o microfone contestou os organizadores e afirmou que " chega de beijo na boca" e passeatas com Bandeiras Brancas, o momento é de enfrentamento na Justiça e na Política. E o FUTURO A DEUS PERTENCE.
Nas Palavras de Ordem anotamos frases dos diversos pronunciamentos como "Um Bando de Gente que não trabalha – contra gente que produz alimentos", referindo-se naturalmente à FUNAI.
Bandeiras Brancas Não.
" A população tem que entender que comida não nasce no Supermercado."
A Sociedade Civil deve ser conscientizada de que o gostoso "arroz Carreteiro" que sustenta esta Nação, não nasce simplesmente nos sacos do Supermercado, mas sim dependem do suor e lagrimas do Peão e do Produtor que sofrem no dia a dia de uma luta sem tréguas.
Ao meu lado, os produtores Carlos Eugenio Pauletti e o Branco Ramiro, de Aral Moreira dialogavam..." quem diria que nesta segunda feira braba de trabalho nós estivéssemos aqui nas Ruas de Miranda defendendo as Terras que compramos e pagamos conforme as LEIS BRASILEIRAS e que já são, portanto nossas de DIREITO."
Enquanto o Presidente do SR de Bonito em seu pronunciamento denunciava....a FUNAI corrupta já "rouba aos Índios" e agora quer tomar as nossas Terras aumentando seu potencial especulativo junto às ONGs.
Encerrando o Ato Cívico, o Presidente da FAMASUL, disse que "neste primeiro momento estamos entrando na Justiça para lutar dentro das Leis e também vamos falar com os Políticos.
A seguir motivado pelos acordes do HINO NACIONAL que emocionava a todos afirmou que se nada disso der certo, vamos pegar em armas, não vamos nos entregar, sem brigar. As Bandeiras Brancas foram atiradas ao chão e literalmente pisoteadas pela multidão.
Quero destacar a representação do SR de Maracajú que encontrei na Peixaria de Aquidauana, eram mais de sessenta Produtores Rurais com seus Peões, que no regresso da Passeata prestigiavam o Turismo regional. Afinal ninguém é de ferro.

Histórico: A FUNAI emitiu em Julho algumas Portarias, que no Sul do MS determinavam a expropriação e anexação de milhões de hectares de Terras Particulares para aquele Órgão Publico. A reação dos proprietários, através de seus Sindicatos Rurais imediatamente recebeu o apoio do Governador Pucinelli e do Presidente da Assembléia Dep. Jerson Domingues.
Em audiência com o Governador, a presidência da FUNAI e um representante da Casa Civil da Presidência da Republica, acordaram-se metas a serem cumpridas.
Nesse intervalo, Índios Terenas vindos do chaco Paraguayo conforme anunciou a Mídia Estadual, invadiram a Fazenda Petrópolis do Ex-Governador Pedrossian, em Miranda.
Em represália à Reintegração de Posse emitida pela Justiça Federal, a FUNAI, que se julga a dona da verdade e, portanto acima das Leis, emitiu uma Portaria especifica para Miranda. Determinou a medição imediata da absurda área de 37 mil hectares ao redor da aldeia Cachoeirinha, tradicionalmente reconhecida como área de três mil hás. aproximadamente. Para mostrar seu desprezo para com a Justiça, desrespeitou também o acordo da Casa Civil do Presidente Lula.
Os produtores rurais de Miranda estão desesperados, os peões temem perder seus empregos, os comerciantes perdem seus clientes, o clima é de Guerra. Por enquanto "fria".
Produtor Rural em Amambai

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